3 lições para viajar melhor
Viajar é uma das coisas
que mais gosto de fazer!! Eu sempre tenho planejamentos (no plural mesmo) de
férias. Toda vez que penso ou discuto de forma mais aprofundada um roteiro,
trato logo de anotá-lo. Considero sacrilégio perder ideias de viagens
imaginadas!
Acredito que, a cada viagem, aprendemos a viajar melhor. Para mim, viajar melhor significa aproveitar todo e qualquer destino e curtir qualquer tamanho de viagem, de 1 dia a mil anos. Viajar melhor diz respeito, sobretudo, a aprender as lições que toda jornada proporciona.
Compartilho as lições mais importantes que aprendi até aqui:
Lição 1: relaxar mais
Em outras palavras, ficar menos ansiosa durante a próxima viagem. Note que menos ansiedade não significa menos empolgação. Longe disso, quando estou relaxada, crio menos expectativas e aproveito mais a viagem (tanto a fase de planejamento quanto a viagem em si).
Por exemplo, reparei que a média de fotos tiradas diminuiu de uma viagem para outra. Amo fotografia, mas, nas primeiras viagens, tirava foto de qualquer coisa, qualquer coisa mesmo! Sentia tanta necessidade de registrar os momentos em uma câmera que, às vezes, não tinha tempo de registrá-los direito na memória.
Minha primeira viagem internacional foi ao Chile, meu nível de ansiedade era estratosférico. Um episódio marcou bastante: levei duas câmeras fotográficas e as duas estragaram durante um passeio a Ilha Choros, próximo a La Serena. Fiquei desesperada em um primeiro momento, mas não havia o que fazer, estava dentro da lancha a caminho da ilha.
Resolvi relaxar e registrar tudo na memória. O fato de não ter a câmera me permitiu prestar mais atenção aos golfinhos, aos lobos marinhos, aos pinguins, enfim, às belíssimas atrações do local. É impressionante como me recordo de detalhes desse dia tão especial, mais do que de outros lugares que visitei e também gostei muito!
Para estabelecer prioridades, é importante estar bem informado(a). Algumas dicas:
a) pesquise sobre o destino em sites oficiais de turismo do local a ser visitado e publicações especializadas (guias de viagem, revistas);
b) faça uma lista dos locais que deseja conhecer;
c) discuta seu plano com amigos e familiares que já visitaram o destino; e
d) pesquise opiniões publicadas em blogs, livros, revistas.
Lição 3: planejar menos
De todas as lições, esta foi – e ainda é – a mais difícil de exercitar. Adoro planejar viagens, não seria diferente com os detalhes de cada uma delas. Entretanto, descobri que o planejamento excessivo leva a uma rigidez que não combina com férias.
Planejar menos significa evitar o detalhamento minucioso do itinerário diário. Veja, por exemplo, o que não fazer em uma viagem:
8h45: tomar café
9h30: visitar A
11h00: visitar B
13h00: almoçar em C
14h00: visitar D
16h30: lanchar em E
17h15: visitar F
19h00: tomar banho
20h30: jantar em G
Tenha certeza que, na maior parte do tempo, a viagem te conduzirá e é nisso que está a graça de conhecer novos lugares! Não tenha a ilusão de que a controlará 100% do tempo, a menos que você seja daquelas pessoas que estão curtindo um momento maravilhoso e decidem ir embora simplesmente “porque está na hora”. Não tem nada pior do que desperdiçar uma viagem assim...
Em vez disso, tenha um roteiro esboçado e seja flexível. Um exemplo, você está no Rio de Janeiro e planejou visitar o Cristo Redentor hoje. O dia amanheceu nublado e há previsão de chuva. A melhor opção é ir a um lugar fechado, como o Museu Nacional de Belas Artes, e almoçar na Confeitaria Colombo do Centro.
Cada lugar exigirá um planejamento diferente. Para ilustrar, em cidades grandes, gosto de organizar meu itinerário por bairro. Consulto a lista dos locais que quero conhecer e localizo no mapa da cidade. Aliás, pausa para falar o óbvio, é preciso ter o mapa da cidade em mãos o tempo todo. Eu faço muitas marcações no mapa durante a viagem, ele normalmente não volta para casa, de tão gasto que fica...
Com o mapa devidamente marcado, todos os dias, ao acordar, verifico a previsão do tempo. É a partir disso que defino o rumo que seguirei no dia. É claro que há outras questões a observar, como os dias de funcionamento de determinado lugar e as festividades locais, mas esse tipo de informação você já vai ter considerado nas pesquisas antes da viagem. Os guias Dia a Dia Frommer's são meus preferidos, eles indicam caminhadas muito bacanas por bairros/regiões de algumas grandes cidades.
Certa vez, em férias na França com meu namorado (que hoje é marido), planejamos passar uma semana em Paris e dois dias no Vale do Loire. O Vale do Loire ficou para os últimos dias da viagem, mas nevou bastante na Cidade Luz e não era recomendável pegar estrada. O mau tempo não impedia nossa saída, mas avaliamos que poderia trazer algum problema e preferimos não arriscar.
Fizemos os cancelamentos necessários sem nenhum prejuízo (ponto para os franceses!) e conseguimos vaga para os dois dias no hotel em que estávamos hospedados. Não conheci - ainda - os castelos do Vale do Loire, mas tem noção do que foi ver Paris coberta de neve?!
Por essas e por outras, não gosto de viajar com aqueles pacotes que incluem itens além de passagens e diárias. Reservo apenas o que é extremamente recomendável. O planejamento excessivo do itinerário gera expectativas desnecessárias, priva de surpresas agradáveis e pode até trazer prejuízos financeiros, no caso de imprevistos.
As três lições acima se materializaram nas minhas férias mais que perfeitas, na Itália. Apenas o hotel da primeira cidade, Roma, estava reservado. A partir dali, alugamos um carro e saímos em direção a Florença. Mudamos o roteiro imaginado inicialmente diversas vezes e tenho certeza que fizemos as melhores escolhas. Sem hotéis ou restaurantes reservados, encontramos com facilidade boa hospedagem e excelente comida pelo caminho. Um detalhe essencial para o sucesso de uma viagem assim: baixa temporada.
Compramos ingresso antecipado para alguns poucos museus e não perdemos o horário de nenhum, mesmo raramente consultando o relógio. De Florença fomos ao Cinque Terre, à Riviera Italiana, a Verona, a Veneza e terminamos nossa jornada em Milão, sem contar as cidadezinhas encantadoras que visitamos na Úmbria, na Toscana, no Vêneto... (acesse os detalhes dessa viagem aqui).
No final das contas, meu passaporte para viajar melhor está em controlar expectativas e em manter atitude positiva para vivenciar novas experiências.
Acredito que, a cada viagem, aprendemos a viajar melhor. Para mim, viajar melhor significa aproveitar todo e qualquer destino e curtir qualquer tamanho de viagem, de 1 dia a mil anos. Viajar melhor diz respeito, sobretudo, a aprender as lições que toda jornada proporciona.
Compartilho as lições mais importantes que aprendi até aqui:
Lição 1: relaxar mais
Em outras palavras, ficar menos ansiosa durante a próxima viagem. Note que menos ansiedade não significa menos empolgação. Longe disso, quando estou relaxada, crio menos expectativas e aproveito mais a viagem (tanto a fase de planejamento quanto a viagem em si).
Por exemplo, reparei que a média de fotos tiradas diminuiu de uma viagem para outra. Amo fotografia, mas, nas primeiras viagens, tirava foto de qualquer coisa, qualquer coisa mesmo! Sentia tanta necessidade de registrar os momentos em uma câmera que, às vezes, não tinha tempo de registrá-los direito na memória.
Minha primeira viagem internacional foi ao Chile, meu nível de ansiedade era estratosférico. Um episódio marcou bastante: levei duas câmeras fotográficas e as duas estragaram durante um passeio a Ilha Choros, próximo a La Serena. Fiquei desesperada em um primeiro momento, mas não havia o que fazer, estava dentro da lancha a caminho da ilha.
Resolvi relaxar e registrar tudo na memória. O fato de não ter a câmera me permitiu prestar mais atenção aos golfinhos, aos lobos marinhos, aos pinguins, enfim, às belíssimas atrações do local. É impressionante como me recordo de detalhes desse dia tão especial, mais do que de outros lugares que visitei e também gostei muito!
Lição 2: estabelecer prioridades
Com o tempo, aprendi a
aceitar que não conseguirei ver tudo que determinado lugar tem de interessante. No
início, ficava desesperada quando deixava de visitar qualquer ponto indicado no
guia de viagens. Hoje, aceito essa realidade e não lamento o que deixei para
trás. Passei a considerar os lugares não visitados como a desculpa perfeita para
revisitar a cidade.
Ao estabelecer
prioridades, geralmente, evito frustrações. Baixar as expectativas é essencial para
que um momento agradável não se torne uma decepção. A minha receita é
estabelecer um ou dois lugares que desejo muito visitar a cada dia. Com isso, a
viagem fica mais leve e tenho condições de ser bem-sucedida no
planejamento, com alguma folga para driblar imprevistos.
Para estabelecer prioridades, é importante estar bem informado(a). Algumas dicas:
a) pesquise sobre o destino em sites oficiais de turismo do local a ser visitado e publicações especializadas (guias de viagem, revistas);
b) faça uma lista dos locais que deseja conhecer;
c) discuta seu plano com amigos e familiares que já visitaram o destino; e
d) pesquise opiniões publicadas em blogs, livros, revistas.
Lição 3: planejar menos
De todas as lições, esta foi – e ainda é – a mais difícil de exercitar. Adoro planejar viagens, não seria diferente com os detalhes de cada uma delas. Entretanto, descobri que o planejamento excessivo leva a uma rigidez que não combina com férias.
Planejar menos significa evitar o detalhamento minucioso do itinerário diário. Veja, por exemplo, o que não fazer em uma viagem:
8h45: tomar café
9h30: visitar A
11h00: visitar B
13h00: almoçar em C
14h00: visitar D
16h30: lanchar em E
17h15: visitar F
19h00: tomar banho
20h30: jantar em G
Tenha certeza que, na maior parte do tempo, a viagem te conduzirá e é nisso que está a graça de conhecer novos lugares! Não tenha a ilusão de que a controlará 100% do tempo, a menos que você seja daquelas pessoas que estão curtindo um momento maravilhoso e decidem ir embora simplesmente “porque está na hora”. Não tem nada pior do que desperdiçar uma viagem assim...
Em vez disso, tenha um roteiro esboçado e seja flexível. Um exemplo, você está no Rio de Janeiro e planejou visitar o Cristo Redentor hoje. O dia amanheceu nublado e há previsão de chuva. A melhor opção é ir a um lugar fechado, como o Museu Nacional de Belas Artes, e almoçar na Confeitaria Colombo do Centro.
Cada lugar exigirá um planejamento diferente. Para ilustrar, em cidades grandes, gosto de organizar meu itinerário por bairro. Consulto a lista dos locais que quero conhecer e localizo no mapa da cidade. Aliás, pausa para falar o óbvio, é preciso ter o mapa da cidade em mãos o tempo todo. Eu faço muitas marcações no mapa durante a viagem, ele normalmente não volta para casa, de tão gasto que fica...
Com o mapa devidamente marcado, todos os dias, ao acordar, verifico a previsão do tempo. É a partir disso que defino o rumo que seguirei no dia. É claro que há outras questões a observar, como os dias de funcionamento de determinado lugar e as festividades locais, mas esse tipo de informação você já vai ter considerado nas pesquisas antes da viagem. Os guias Dia a Dia Frommer's são meus preferidos, eles indicam caminhadas muito bacanas por bairros/regiões de algumas grandes cidades.
Certa vez, em férias na França com meu namorado (que hoje é marido), planejamos passar uma semana em Paris e dois dias no Vale do Loire. O Vale do Loire ficou para os últimos dias da viagem, mas nevou bastante na Cidade Luz e não era recomendável pegar estrada. O mau tempo não impedia nossa saída, mas avaliamos que poderia trazer algum problema e preferimos não arriscar.
Fizemos os cancelamentos necessários sem nenhum prejuízo (ponto para os franceses!) e conseguimos vaga para os dois dias no hotel em que estávamos hospedados. Não conheci - ainda - os castelos do Vale do Loire, mas tem noção do que foi ver Paris coberta de neve?!
Por essas e por outras, não gosto de viajar com aqueles pacotes que incluem itens além de passagens e diárias. Reservo apenas o que é extremamente recomendável. O planejamento excessivo do itinerário gera expectativas desnecessárias, priva de surpresas agradáveis e pode até trazer prejuízos financeiros, no caso de imprevistos.
As três lições acima se materializaram nas minhas férias mais que perfeitas, na Itália. Apenas o hotel da primeira cidade, Roma, estava reservado. A partir dali, alugamos um carro e saímos em direção a Florença. Mudamos o roteiro imaginado inicialmente diversas vezes e tenho certeza que fizemos as melhores escolhas. Sem hotéis ou restaurantes reservados, encontramos com facilidade boa hospedagem e excelente comida pelo caminho. Um detalhe essencial para o sucesso de uma viagem assim: baixa temporada.
Compramos ingresso antecipado para alguns poucos museus e não perdemos o horário de nenhum, mesmo raramente consultando o relógio. De Florença fomos ao Cinque Terre, à Riviera Italiana, a Verona, a Veneza e terminamos nossa jornada em Milão, sem contar as cidadezinhas encantadoras que visitamos na Úmbria, na Toscana, no Vêneto... (acesse os detalhes dessa viagem aqui).
No final das contas, meu passaporte para viajar melhor está em controlar expectativas e em manter atitude positiva para vivenciar novas experiências.




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