Peru: de Cusco a Machu Picchu, diário de bordo
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| Machu Picchu vista de Wayna Picchu |
Série "Dú" Perú
Se você começou sua incursão na altitude peruana por Cusco, lembre-se de seguir todas as recomendações do post Peru: de tudo um pouco para sua viagem - parte 2. Uma dica importante: em hipótese alguma, hospede-se em lugares que você tenha que subir escadas. Parece bobagem, mas um andar que seja pode provocar mal-estar.
Julho é uma das melhores épocas para se aventurar por essa região, em virtude da escassez de chuvas. Entretanto, por ser alta temporada, os preços sobem de forma significativa e reservas com antecedência mínima de 3 meses são recomendadas. Se deseja fazer a trilha Inca, faça sua reserva 4 meses antes da viagem.
A cidade de Cusco é o ponto de referência para toda a “jornada incaica” e apresenta excelente estrutura para receber visitantes. Ficamos hospedados no Casa Andina Classic Cusco Plaza, próximo à Plaza de Armas. Recomendo o lugar pelo atendimento atencioso e pela localização, pois é onde estão concentrados os principais serviços. Além disso, é muito bom passear pela cidade à noite e curtir sua beleza pitoresca.
Para conhecer as atrações de Cusco e seus arredores, sai mais em conta comprar uma espécie de “ticket-passaporte”. Guarde bem, pois irá utilizá-lo praticamente todos os dias e na maioria dos lugares.
Sugiro, ainda, realizar visitas guiadas. A história Inca é extremamente rica e os guias locais são bem preparados. Utilizamos os serviços da empresa Eco Time Peru, mas há diversas opções disponíveis na cidade. Para as visitas de Cusco e cercanias (isso não inclui Aguas Calientes e Machu Picchu), avalio que não é necessária antecedência, contratamos os serviços no dia que chegamos à cidade.
Depois de animada e custosa chegada a Cusco, pois perdemos o voo em Lima (veja detalhes no post Peru: de tudo um pouco para sua viagem - parte 1), fomos muito bem recebidos no aeroporto pelo pessoal do hotel. Após acertarmos os detalhes de nossa jornada com a empresa Eco Time Peru, vagamos um tempo pela cidade até a hora do jantar. Para isso, escolhemos o Chi Cha, restaurante do chef Gastón Acurio. Gostei bastante!
Nossa primeira saída de Cusco foi para o Valle Sagrado, visitamos Pisaq, Ollantaytambo e Chinchero. Nossa parada para almoço foi em Urubamba, no Restaurante El Maizal. Ao final desse dia, pegamos um trem de Ollantaytambo para Aguas Calientes. Mas, antes, fomos de tuk-tuk do Forte à estação de trem em Ollantaytambo!
Aguas Calientes é a referência para Machu Picchu, diria que é o local da expectativa (de quem está por conhecer Machu Picchu) e do êxtase (de quem, enfim, conheceu a Cidade Perdida). Recomendo dormir nessa cidade para, no outro dia bem cedo, ir a Machu Picchu. Há agências de turismo que oferecem passeios diretos de Cusco a Machu Picchu, mas achei o trajeto longo e, escolhendo-o, você terá menos tempo na grande atração da viagem.
Aguas Calientes tem uma avenida charmosa, a Pachacutec, que concentra bares e restaurantes. Sugiro caminhar por ali até a Plaza de Armas, pois o restante da cidade não é muito bonito. Visite também o Mercado de Artesanato e pule, sem peso na consciência, a ida às águas termais.
Ficamos hospedados em um albergue horrível, que a empresa Eco Time Peru reservou, estava incluído no “pacote” Machu Picchu. Vivendo e aprendendo, se voltar para lá, ficarei hospedada no hotel El Mapi. Enquanto escrevia este post, consultei vagas para julho e agosto deste ano, está esgotado. Certamente, será uma das primeiras reservas que providenciarei.
Sobre o problema com o albergue em Aguas Calientes, no nosso retorno a Cusco, a empresa explicou que o hotel reservado teve muita demanda e não honrou o compromisso. De todo modo, é importante destacar que foi o único problema com a Eco Time Peru, os demais serviços prestados foram excelentes.
No outro dia, de madrugada, apanhamos o ônibus de Aguas Calientes a Machu Picchu, trajeto que durou 20 minutos. Antes de encontrar com o guia, vimos o nascer do sol e a cidade inca sendo clareada aos poucos. A emoção de conhecê-la é indescritível! Repito, essa é uma viagem para a vida!! Uma curiosidade: você pode carimbar seu passaporte no portão de acesso a Machu Picchu.
Nosso guia, em Machu Picchu, foi Jorge Gato. Muito competente e conhecedor da história local, proporcionou momentos inesquecíveis. Diria apenas que ele não tem muita paciência para perguntas desatenciosas e turistas que infringem as regras do lugar.
A partir de Machu Picchu (em quéchua, velha montanha), você pode acessar a montanha Wayna Picchu (em quéchua, jovem montanha). Como a entrada é limitada, sugiro que compre seu ticket junto com o de Machu Picchu. Entretanto, só visite Wayna Picchu se você estiver em boas condições físicas para subir uma montanha de 2.720 metros acima do nível do mar. Busque usar calçado e vestimenta apropriados.
Wayna Picchu foi incrível, mas acabou com a nossa raça! Quando retornamos a Machu Picchu, procuramos um lugar para descansar (deitados e sem sapatos, por favor!) e contemplar... Foi perfeito!
Na volta para Aguas Calientes, almoçamos/jantamos em um restaurante maravilhoso chamado Inka Wasi. Isso me lembra de recomendar que leve lanche reforçado para Machu Picchu. Há opções de lanche fora de Machu Picchu, próximas ao portão de acesso, mas todas sempre lotadas. Após a belíssima e revigorante refeição no Inka Wasi, andamos pelo Mercado de Artesanato de Aguas Calientes, próximo à estação de trem, até a hora de ir embora.
A volta a Cusco foi cansativa, mas a sensação de deslumbramento aliviou o esgotamento físico. Na chegada a Cusco, agradecemos imensamente a escolha de hospedagem que fizemos. Aqueles poucos passos da van para o hotel acrescentaram gratidão à nossa coleção de grandes sentimentos naquele momento.
No dia seguinte, tomamos café no hotel e fomos andar pela cidade, fora da parte turística. Era sábado e encontramos várias feiras, incluindo um mercado de pulgas. Resolvemos adentrar nesse mercado, no meio de uma multidão, e tentaram abrir a mochila que estava com meu marido. Por sorte, não levaram nada, mas é preciso tomar cuidado, caso decida seguir a mesma rota.
Fiquei surpresa em diversos momentos, entretanto, o que mais me chamou atenção foi o modo de exposição de carnes e frangos. Todos pendurados na frente das barracas e estabelecimentos, sem refrigeração. Fiquei pensando, de forma incômoda, no meu jantar... Tomara que nenhum dos restaurantes que visitei tenha feito compras ali.
No retorno à Plaza de Armas, comemos um sanduíche rapidinho e fomos para o passeio guiado que as agências chamam de city tour, o que achamos engraçado, pois a maioria das atrações estava fora da cidade. Visitamos: Qoricancha, Sacsayhuaman, Qenqo, Pucapuqara (compre torinos aqui para levar prosperidade ao lar) e Tambomachay.
À noite, jantamos no restaurante Brava, ao lado do nosso hotel. A comida estava deliciosa, escolhemos pratos iguais, mas meu marido decidiu pedir um suco. Na mesma noite, ele começou a passar mal, o que durou o restante da viagem, mais de uma semana. Não podemos precisar, mas achamos que a água do suco estava contaminada e fez com que ele tivesse uma intoxicação. Assim, reforço a dica de tomar apenas água mineral no Peru.
Na manhã do dia seguinte, fomos para Maras, Salineras e Moray. Tudo incrível, fiquei louca com as Salineras e meu marido adorou Moray! Para o almoço tardio, em Cusco, às 16h, seguimos a recomendação do nosso guia, o Willie. Fomos ao restaurante Don Tomás e ficamos agradecidos pelo maravilhoso ricoto relleno!
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| Salineras |
A visita à Catedral de Cusco é válida, mas cara. Apesar de ter achado o interior da igreja bonito, posso assegurar que seu exterior é mil vezes mais atraente. Na saída, fomos ao Starbucks, que tem vista para a Plaza de Armas e para a Catedral, e acompanhamos uma procissão. O jantar foi na Trattoria Adriano, bem próxima ao hotel, pois meu marido ainda estava mal.


Ótimas dicas
ResponderExcluirObrigada, Ana! Volte sempre!!
ExcluirBjs