Peru: Lima e o meu fetiche por capitais

Série "Dú" Perú

Tenho um fetiche por capitais. Não interessa se é capital de estado ou de país, quero conhecer.  Não sei exatamente o motivo da minha obsessão, mas não foi diferente com o Peru.

Ouvi opiniões bem divergentes sobre Lima, enquanto planejava a viagem. Alguns falavam maravilhas, outros diziam que não valia a pena conhecer. Graças à minha preferência por capitais, decidi reservar 3 dias inteiros para a cidade. O veredicto: valeu a pena!



Alguns detalhes da minha experiência limeña:


Hospedagem: no meu primeiro post (parte 1) da Série "Dú" Perú, falei sobre a hospedagem na rede Casa Andina Classic. Gostei bastante dos hotéis, com exceção do de Lima, que deixou a desejar.

Curti: a localização. Fica na Av. Petit Thouars, local que concentra o mercado de artesanato, conhecido como Mercado Inca. Além disso, dá para ir à pé ao restaurante Astrid y Gastón.
Não curti: as instalações do hotel.
Recomendo: buscar outras opções de hospedagem no bairro Miraflores.


Alimentação: Lima é uma das melhores opções para quem deseja apreciar a famosa culinária peruana. Há uma lista infindável de restaurantes de primeira linha. Vejam meu top 3:

  1. Astrid y Gastón, Miraflores – pense em uma comida que aguça todos os sentidos. Pronto, foi precisamente isso que experimentei nesse restaurante. Além da comida maravilhosa, os drinks com pisco são sensacionais! A reserva, com muita antecedência, é altamente recomendável, melhor não correr o risco de ficar sem mesa.
  2. Tanta, Centro – sugiro organizar seu itinerário de visita ao Centro para almoçar nesse restaurante. Fica bem localizado – próximo à Plaza de Armas – e o cardápio é bem variado.
  3. Punta Sal, Miraflores – peça a mesa do balcão para fazer sua refeição sentindo a brisa e observando o mar. Os pratos de frutos do mar combinam muito com o visual, que tem o céu enfeitado por parapentes.

O restaurante La Rosa Náutica estava indicado em vários guias e blogs. Por isso, resolvi tomar um café lá no meio da tarde. Achei o lugar “caidinho” e, por isso, decidi não voltar para uma refeição completa. Mesmo assim, curti a experiência, o restaurante fica em cima do mar e com uma vista interessante, apesar do céu cinzento que domina a paisagem limeña por alguns tantos meses do ano.

Fiquei curiosa para experimentar o fast food local e escolhi o Bembos, uma espécie de Mc Donald’s.
A fama do picante peruano se confirmou até no fast food, para minha alegria. Recomendo!

Na sorveteria 4D, tomamos o famoso e delicioso sorvete de lúcuma, parada obrigatória.


Lugares:

Reserve um dia para passear pelo Centro da cidade, declarado pela UNESCO Patrimônio Cultural da Humanidade, e visitar locais como: a Plaza San Martín, a Plaza de Armas, a Catedral, o Monastério de São Francisco de Assis – meu local favorito da cidade! – e o Palácio do Governo. Ao final do dia, faça passeio pelas margens do rio Rímac para assistir a shows de música e acompanhar o movimento das pessoas voltando para casa após um dia de trabalho. Durante a viagem, vai ouvir várias vezes o motivo de a cidade ser chamada Lima e a ligação com o rio Rímac, tudo culpa dos espanhóis, que não sabiam pronunciar o nome do rio e acabaram denominando a cidade de Lima. É possível fazer tudo a pé nesse trajeto.

Viva momentos muito agradáveis no bairro Miraflores, o que deverá incluir o Parque del Amor, inspirado em trabalhos de Gaudí, e o Shopping Larcomar. À noite, a Plaza John Kennedy proporciona um ótimo passeio antes do jantar no restaurante Astrid y Gastón ou em qualquer outro que escolher, pois há várias opções pelo local.

Lima tem grande número de sítios arqueológicos escavados dentro da cidade. Nos bairros de Miraflores e San Isidro, há duas construções impressionantes: Huaca Pucllana e Huaca Huallamarca. Há um restaurante em Huaca Pucllana, com o mesmo nome, que realiza tours noturnos ao sítio.

Reserve ao menos uma noite para o bairro boêmio de Barranco. Siga para a Ponte dos Suspiros, que une as ruas Ayacucho e Hermita. A oito metros do chão e com 44 metros de extensão, dizem que quem a atravessa em um só fôlego tem um desejo atendido. Há muitas opções de bares e restaurantes, com esticadinha para balada, se desejar. É aqui que você vai aprender o verdadeiro significado do verbo “piscotear”.

O Museu do Ouro fica mais afastado da cidade, mas a experiência vale a pena, especialmente se ficar encantado pela cultura do país como eu fiquei. A organização das peças no museu ajuda a compreender a evolução das estruturas sociais e políticas dos povos que viveram no território peruano. Vale acrescentar que, no piso da entrada do museu, há uma coleção enorme de armas, entitulada "Armas del mundo". Esta última foi a parte preferida do meu marido, vai entender!...

Aventurei-me pela orla, descendo para molhar os pés no Pacífico (coisa de gente que mora em Brasília e morre de saudade de praia e mar), mas diria que não vale tanto a pena, uma vez que não há estrutura para passeios nessa área. Para quem pratica o surfe, há possibilidade de alugar pranchas e roupas de neoprene ao longo da orla. A Avenida La Mar já proporciona um excelente passeio, sugiro ficar apenas nela.


Trânsito e transporte público: o trânsito em Lima é caótico! Seja qual for seu meio de transporte, a desorganização do tráfego impressiona. Além disso, taxis, ônibus e lotações são, de forma generalizada, velhos e deteriorados. Antes de entrar no taxi, sempre negocie o valor da corrida, pois não há taxímetro. Pechinchar é muito efetivo, se algum taxista não topar a diminuição do preço, olhe para o lado e vai encontrar muitos outros taxis esperando por você.

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