Peru: de tudo um pouco para sua viagem - parte 1
Série "Dú" Perú
Conhecer o Peru era um sonho desde a adolescência. Depois de uns 15 anos, com essa ideia fixa, e algumas idas a destinos bem mais distantes, finalmente, 2012 foi o ano de realizar a viagem pela qual mais esperei!
Convencer meu companheiro fiel de jornada, "el maridón", não foi nada fácil. Desde 2005, ele inventava algum lugar novo e me convencia de que não era chegada a hora de conhecer Machu Picchu. Este ano, enfim, ficou animado com a possibilidade. Eu tratei logo de marcar minhas férias para julho.
A proposta deste post, que será publicado em 2 partes, é falar de aspectos gerais da viagem e passar adiante algumas lições aprendidas. Lições que, inclusive, resultaram em gastos adicionais nada bem-vindos...
Quando ir: julho é o mês perfeito para quem não quer chuva, especialmente, em Cusco e cercanias. Entretanto, a ausência ou a escassez de chuva vem acompanhada de baixas temperaturas. Para ser sincera, esperava mais frio no inverno andino. Nos 14 dias, exatamente as 2 semanas intermediárias de julho, tivemos algo como 4 dias mais frios, com temperaturas próximas e abaixo de zero.
Planejamento: o mês de julho é alta temporada, por isso, é recomendável fazer a reserva de todos os serviços com 4 meses de antecedência. Isso vale, sobretudo, para a trilha Inca e para os tickets de entrada em Machu Picchu. Meu marido e eu pensávamos em fazer a trilha Inca clássica de 4 ou 2 dias, mas, quando começamos a procurar (exatos 3 meses antes da nossa ida), não havia mais vaga.
Informações oficiais sobre Machu Picchu e a trilha Inca: essas duas atrações observam limites diários de visitantes, em virtude das políticas de preservação. Por isso, a necessidade de garantir seus tickets ou pacotes com a antecipação sugerida.
Acesse o site do Governo do Peru para o calendário de disponibilidade de visitas e para a lista de operadores credenciados. Se o seu banco tiver a opção do cartão de crédito Verified by Visa, você poderá comprar os tickets de entrada a Machu Picchu e Wayna Picchu diretamente no site do governo.
Pagamentos com cartão de crédito pela Internet: há um empecilho grande nesse quesito para muitos serviços no Peru. A maioria dos locais exige que o pagamento seja efetuado por um cartão Verified by Visa ou MasterCard SecureCode. No Brasil, poucos bancos emitem cartões de crédito com essa tecnologia. Assim, é preciso recorrer a operadoras de turismo que aceitem outros cartões de crédito ou pagamento pela Western Union.
Transporte aéreo: é necessário chegar aos aeroportos do país com 2 horas de antecedência para voos nacionais e 3 horas para voos internacionais. Essa novidade custou caro, pois meu marido e eu perdemos o voo da TACA para o trecho Lima-Cusco e tivemos que comprar novo bilhete na LAN para conseguir viajar no mesmo dia. A sorte, apesar do gasto adicional, é que o nosso voo original era pela manhã e houve tempo de comprarmos outro bilhete para o período da tarde.
Taxi: é um meio de transporte barato, com ampla oferta em todas as cidades. Como não há taxímetro, o melhor é combinar o preço antes de entrar no carro. Não se assuste com o estado dos veículos, eles são antigos e não estão em bom estado de conservação. Além disso, o trânsito nas grandes cidades é caótico.
Gastronomia: eu diria que o Peru está nesse aspecto para a América do Sul como a Itália e a França estão para a Europa. A comida peruana é divina!! Alguns pratos e iguarias: aji de gallina, a lo pobre (frango, carne, batata, entre outros, com ovo), alpaca, ceviche, cuy, lomo saltado, tacu tacu... Dos locais por onde passei (veja o roteiro completo na segunda parte deste post), Lima e Arequipa são as cidades com mais opções de restaurantes, em especial, de estabelecimentos cujos donos são chefes renomados.
Os melhores sabores: batatas de tipos que nunca tinha ouvido falar na vida (vale a pena experimentar de tudo), ceviche, empanadas, lomo saltado, pastel de choclo relleno de carne, qualquer comida com aji, queijos edam e paria, quinua de qualquer jeito fica uma delícia, rocoto relleno, sorvete de lúcuma...
Bebidas: o pisco é a bebida mais conhecida e a variedade de drinks feitos dele é impressionante. Além do pisco sour, uma amiga peruana, a Liv, indicou o drink algarrobina. É preciso experimentar, ainda, a chicha morada e a cerveja Cusqueña. Como opção de bebida não alcóolica, recomendo fortemente o refrigerante Inca Kola. Eu amei!
Hospedagem: a rede de hotéis Casa Andina é interessante tanto para quem deseja uma hospedagem mais confortável e exclusiva (busque os hotéis com a marca Private Collection e Select) quanto para quem procura bons preços, qualidade e localização (escolha os hotéis da linha Classic).
Há opções em diversas cidades e a proposta da rede é refletir em seus hotéis as características locais. Por exemplo, em Arequipa, as paredes são de sillar (tipo de corte de pedra vulcânica predominante na arquitetura da cidade). Nossa hospedagem foi apenas na linha Classic, darei mais detalhes de cada cidade nos próximos posts da série “Dú” Perú.
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| Mate de coca no Casa Andina Classic Cusco Plaza |
Mais informações, ainda esta semana, em "Peru: de tudo um pouco para sua viagem - parte 2".
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"lições aprendidas"... Isso é tão United Nations! haha
ResponderExcluirMas obrigada pelas dicas! O Peru tb está na minha lista! ;-)
Rafa, são 8 anos de casa! kkkkkkkkkkk
ExcluirVc vai gostar dú Perú, certeza!!
Bjs